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Ciência Psicodélica: A Fronteira dos Transtornos Psíquicos
O Brasil, um dos países com o maior número de incidência e incapacitação por transtornos mentais, e comconsumo crescente de antidepressivos, está entre os poucos países que estudam o uso terapêutico de psicoativos. As pesquisas em torno de substâncias como o LSD, MDMA (princípio ativo do ecstasy), ayahuasca e psilocibina (presente em alguns tipos de cogumelos) começou nos anos 1950, mas foram interrompidas com o desenvolvimento da política de guerra às drogas. Atualmente as pesquisas têm sido retomadas ao redor do mundo, com centros de pesquisa em grandes universidades, estudos e o reconhecimento de agências governamentais sobre seus usos no tratamento de transtornos mentais como TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático), depressão, ansiedade, Alzheimer, dependências químicas, entre outros.
A ciência psicodélica vem ganhando relevância e visibilidade ao mesmo tempo em que aumenta a percepção de que os modelos e abordagens da psiquiatria e do uso de fármacos se mostram estagnados ou ineficientes para tratar estas questões de modo eficaz e seguro. Essa fronteira dá visibilidade à possível constituição de um novo paradigma psiquiátrico e além, para a compreensão dos fundamentos da consciência e seus fenômenos.
O encontro reuniu dois expoentes da ciência psicodélica no Brasil, autores de pesquisas pioneiras e importantes tradutores destas descobertas ao público, para apresentar os potenciais de aplicação, as perspectivas para o futuro e, sobretudo, para desmistificar questões e desconstruir preconceitos, demonstrando os fatos e avanços deste fascinante campo de investigação.
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